sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Meu Namorado é um Zumbi, uma versão mais cômica, doce(?) e interessante que Crepúsculo

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Outrora favoritos de um nicho fanático por terror, os mortos-vivos seguem sua dominação da cultura pop - e sofrem mutações diversas no caminho.
Meu Namorado É um Zumbi é adaptação do livro Sangue Quente, de Isaac Marion, é o mais recente capítulo na história dessas intestinas criaturas. Nele, anteriormente motivados pela fome, "pela dor de estar morto", os cadáveres renascidos agora enfrentam a nostalgia do passado vivente.
O filme é ambientado no pós-apocalípse zumbi, quando os últimos humanos refugiaram-se em uma cidade murada. Liderados pelo competente general Grigio (John Malkovich), os sobreviventes realizam diversas missões exteriores, com o intuito de coletar comida e medicamentos. Os mortos-vivos são a grande ameaça... mas eles não se veem dessa maneira.
Um desses monstros, R (Nicholas Hoult), passa os dias arrastando-se por um aeroporto, introspectivo e contemplativo. Quando a fome bate, caminha até a cidade em busca de cérebros frescos, ao lado de seus companheiros. Em uma dessas incursões faz uma amizade improvável com uma humana, a namorada (Teresa Palmer) de uma de suas vítimas.
O romance é um curioso amálgama de gêneros. R é um defunto mistura de Wall-E, Romeu e vampiro Edward. Mas a ideia não é tão absurda quanto parece. Sob a direção interessada de Jonathan Levine, Hoult dá uma certa comicidade à existência zumbi que funciona como uma paródia bem-vinda em tempos de overdose dessas criaturas. O romance é contido, sem a pieguice de um Crepúsculo, e pontuado com sequências de ação razoáveis, o filme uma experiência simpática até, perto de outras produções semelhantes.
O zumbi R prefere vinil a digital (sim, ele ouve música e gosta de Bob Dylan), "pelo som mais vivo". É uma ideia um tanto irônica se considerarmos a deturpação - a modernização homogeneizada, em busca da geração "crepuscular" - que o próprio filme oferece do mito do morto-vivo. De qualquer maneira, qualquer filme que apresente Bob Dylan à deficitária de atenção geração Z, irônico ou não, merece respeito.
Seguindo a mesma cartilha de CrepúsculoMeu Namorado é um Zumbi é, novamente, uma história de amor e transformação pela paixão. Se na bem-sucedida franquia baseada em Stephenie Meyer os vampiros são bonzinhos e castos, aqui, o zumbi tem mais sentimentos.
Independente das comparações, o público norte-americano divertiu-se com o filme, que alcançou o primeiro lugar da bilheteria dos EUA em sua estreia, há uma semana, faturando US$ 20,4 milhões - um sinal muito promissor de que pode estar aqui o início de uma nova franquia.
E se você vai ficar em casa nesse feriadão de carnaval vá ao cinema e leve a namorada(o) para ver essa deliciosa, romântica e macabra produção.

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